PUBLICIDADE

COLUNISTA

Celular na Escola: a Nova Lei e o Papel da Família na Educação Digital

Proibir ou educar? Eis a questão!

Recentemente, foi sancionada a Lei nº 15.100/2025, que limita o uso de celulares por alunos nas escolas. O objetivo? Evitar distrações, melhorar o aprendizado e a socialização na comunidade escolar. Mas será que apenas proibir resolve o problema? Ou estamos diante de um desafio maior que exige um pacto entre escola, família e sociedade?

O que diz a nova lei?

A legislação segue uma tendência já adotada em diversos países, determinando que os celulares devem ser utilizados apenas para fins pedagógicos, sob orientação dos professores. A ideia não é demonizar a tecnologia, mas garantir que ela seja uma aliada, e não um obstáculo ao ensino.

Porém, como toda norma, sua eficácia depende de um fator essencial: a aplicação na prática. E aí surge a grande questão: como controlar o uso do celular se ele já faz parte do cotidiano dos alunos dentro e fora da escola?

A escola sozinha dá conta?

Esperar que a escola resolva sozinha um problema que transcende seus muros é ingênuo. O uso excessivo de telas não começa nem termina no ambiente escolar – ele reflete um comportamento que muitas vezes é incentivado dentro de casa.

Afinal, quantas vezes pais e responsáveis recorrem ao celular como “babá digital” para manter os filhos entretidos? Como cobrar da escola um controle rígido se, fora dela, o uso é liberado sem critérios?

Aqui entra a necessidade de uma parceria ativa entre família e escola, com regras claras e uma educação digital consciente.

Minha experiência como mãe: um desafio diário

Tenho dois filhos, um de 11 e outro de 16 anos, e sei bem como é difícil limitar o uso do celular. Em casa, estimulo outras atividades, como esportes, leitura e momentos em família sem telas. Mas confesso: não é fácil!

O celular se tornou o principal meio de socialização entre os jovens, e quando todos os amigos estão online o tempo todo, dizer “agora não” vira uma luta constante. Eles argumentam, negociam e, muitas vezes, cedemos um pouco para não gerar um isolamento social forçado.

O equilíbrio entre permitir o uso e impor limites é um desafio real para qualquer família. Mas a solução não está em simplesmente proibir – e sim em ensinar um uso mais consciente.

O papel dos pais na era digital

Educar no século XXI envolve muito mais do que ensinar boas maneiras e responsabilidades básicas. Hoje, a parentalidade exige um novo desafio: ensinar o uso saudável da tecnologia.

Isso significa:

– Estabelecer limites de tempo para uso de telas em casa;

– Incentivar atividades offline, como esportes, leitura e brincadeiras;

– Acompanhar o que os filhos consomem online (sim, supervisionar é essencial!);

– Ensinar sobre segurança digital, cyberbullying e fake news.

A escola pode (e deve) ajudar nesse processo, mas não pode ser a única responsável por formar cidadãos digitais conscientes.

Conclusão: o desafio é coletivo

A nova lei traz uma diretriz importante, mas seu sucesso dependerá da colaboração entre professores, pais e alunos. Apenas proibir não basta – é preciso educar para o uso responsável da tecnologia dentro e fora da escola.

E aí, será que estamos prontos para essa missão?

📌 Para mais reflexões sobre Direito Educacional e outros temas jurídicos, me acompanhe no Instagram: @samanthapinto_advocacia

Vamos juntos nessa conversa!

⚠️ Aviso

As opiniões expressas pelos colunistas em seus respectivos artigos são de inteira responsabilidade de seus autores. Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião editorial ou o posicionamento institucional da Grandes Juristas. Nosso objetivo é fomentar o debate acadêmico e a pluralidade de ideias no cenário jurídico nacional. Caso alguma opinião tenha sido ofensiva ou contenha alguma informação que considere equivocada, estabeleça contato conosco pelo e-mail jornalismo@grandesjuristas.com

plugins premium WordPress