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OAB-SP critica CVM por fim de reporte de sustentabilidade

Decisão que torna facultativa a divulgação de relatórios de sustentabilidade pela CVM preocupa a Comissão do Clima e Biodiversidade da OAB São Paulo.
Foto: Agência Brasil

A Comissão do Clima e Biodiversidade da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo (OAB-SP), manifestou profunda preocupação com a recente decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que retira a obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade. A medida, que torna facultativa a divulgação desses relatórios, representa, segundo a OAB-SP, uma alteração na trajetória regulatória que vinha sendo consolidada nos últimos anos no país.

A CVM, responsável por regulamentar e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro, tem um papel crucial na promoção de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). Ao flexibilizar a exigência de reportes, há o risco de desestimular empresas a priorizarem e divulgarem suas ações voltadas à sustentabilidade, o que pode impactar negativamente a transparência e a responsabilidade corporativa.

A sustentabilidade tem se tornado um pilar central para investidores e para a sociedade em geral, que cada vez mais buscam empresas comprometidas com práticas que minimizem impactos ambientais e promovam o bem-estar social. A decisão da CVM, portanto, pode gerar um retrocesso na agenda ESG, dificultando a avaliação de riscos e oportunidades relacionados a esses temas.

Impactos da decisão da CVM na agenda ESG

A retirada da obrigatoriedade dos reportes de sustentabilidade tem o potencial de afetar a atratividade do Brasil para investimentos estrangeiros, especialmente aqueles direcionados a mercados que valorizam o desempenho ESG. Muitos fundos internacionais e investidores institucionais utilizam esses dados para embasar suas decisões, e a falta de padronização ou a inconsistência na divulgação podem gerar incerteza e afastar capital.

A OAB-SP argumenta que a transparência sobre as práticas de sustentabilidade é fundamental para a construção de um mercado mais ético e resiliente. Além disso, a iniciativa da CVM vai de encontro a tendências globais de fortalecimento da regulação ambiental e social. A Comissão do Clima e Biodiversidade tem atuado para fomentar discussões e propor soluções que alinhem o cenário jurídico brasileiro às melhores práticas internacionais em matéria de clima e biodiversidade.

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O papel da advocacia na sustentabilidade corporativa

Diante desse cenário, a atuação dos advogados se torna ainda mais relevante. Escritórios e advogados especializados em direito ambiental, empresarial e de mercado de capitais precisarão orientar as empresas sobre os riscos e oportunidades decorrentes dessa nova regulamentação. A demanda por consultoria sobre como manter as práticas ESG, mesmo sem a obrigatoriedade de reporte, deve aumentar, destacando a importância de ferramentas de gestão e compliance.

Plataformas que auxiliam na gestão de informações jurídicas, como a Redizz, podem ser importantes aliadas na organização de dados e documentos relacionados às práticas de sustentabilidade, permitindo que as empresas continuem monitorando e divulgando seus progressos, mesmo de forma voluntária. A organização e o controle rigoroso da documentação são essenciais para demonstrar o compromisso com a agenda ESG e para mitigar possíveis questionamentos de stakeholders.

As informações foram publicadas originalmente pelo Portal de Notícias da OAB-SP.

Com informações publicadas originalmente no site oabsp.org.br.

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