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IA na advocacia: OAB SP debate riscos e futuro da profissão

2º Congresso da seccional paulista foca em letramento digital e desafios da inteligência artificial para advogados.
Foto: Antonio Augusto/STF

A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) no cotidiano jurídico levanta questões cruciais sobre o futuro da advocacia, desde a ética no uso até a própria estrutura da profissão. Pensando nisso, o 2º Congresso da OAB SP, que ocorre nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, em São Paulo, está centralizando seus debates nos “Perigos da Inteligência Artificial na Advocacia”. O evento reúne especialistas para discutir a necessidade urgente de letramento digital e os riscos associados à implementação dessas tecnologias.

As discussões abrangem como a IA pode transformar as práticas legais, os desafios impostos à segurança de dados e a proteção da privacidade dos clientes. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo (OAB SP) busca orientar a classe sobre as melhores formas de adaptar-se a essa nova realidade, garantindo que a tecnologia seja uma aliada e não uma ameaça à integridade e à qualidade dos serviços jurídicos.

Impactos éticos e práticos da IA na rotina jurídica

A inteligência artificial já é uma realidade em diversas frentes da advocacia, auxiliando na pesquisa jurídica, análise de documentos e até mesmo na elaboração de peças processuais. No entanto, o uso indiscriminado ou sem o devido conhecimento pode levar a sérias infrações éticas e falhas jurídicas. Durante o congresso, painéis e palestras abordam temas como a responsabilidade civil e criminal em casos de erros gerados por IA, a parcialidade algorítmica e a proteção de dados sensíveis.

A OAB SP destaca a importância de os advogados compreenderem profundamente as ferramentas de IA que utilizam. O letramento digital não se limita apenas ao manuseio, mas à capacidade de discernir quando e como aplicar essas tecnologias de forma segura e eficaz. Isso inclui entender seus limites, o potencial para vieses e a necessidade de supervisão humana constante.

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Além disso, a discussão se estende ao impacto da IA na formação profissional, exigindo uma reestruturação dos currículos universitários e da educação continuada para advogados. É fundamental que as novas gerações de juristas estejam preparadas para um ambiente cada vez mais tecnológico, onde a capacidade de interagir com sistemas inteligentes será tão importante quanto o conhecimento das leis.

Tecnologia como aliada: desafios e oportunidades

Embora o foco do congresso seja nos “perigos”, a OAB SP reconhece que a inteligência artificial oferece inúmeras oportunidades para otimizar o trabalho jurídico, aumentar a produtividade e democratizar o acesso à justiça. Ferramentas de IA, por exemplo, podem automatizar tarefas repetitivas, liberando advogados para se dedicarem a questões mais estratégicas e consultivas. Nesse contexto, plataformas como a Redizz têm se destacado ao oferecer soluções de IA para advogados, auxiliando na gestão de escritórios e na automação de processos, enquanto a Tem Processo oferece recursos avançados para a gestão e acompanhamento processual.

A entidade busca promover um equilíbrio entre a inovação e a preservação dos princípios fundamentais da advocacia. A tecnologia deve servir como um meio para aprimorar a prestação de serviços jurídicos, sem desumanizar a relação entre advogado e cliente ou comprometer a ética profissional. O congresso é uma iniciativa para consolidar diretrizes e boas práticas, assegurando que o avanço tecnológico seja ético, seguro e benéfico para toda a comunidade jurídica.

As informações foram publicadas originalmente pelo portal de notícias da OAB SP, que acompanha o tema e os debates sobre o futuro do direito na era digital.

Com informações publicadas originalmente no site oabsp.org.br.

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