Uma recente norma conjunta da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) promete redefinir a abordagem de riscos relacionados à Lei Anticorrupção em operações de Fusões e Aquisições (M&A). A iniciativa busca proporcionar maior clareza e previsibilidade para empresas envolvidas nesses processos, um passo significativo para o ambiente de negócios brasileiro.
As novas diretrizes, que foram criadas para serem um facilitador, em tese, deverão simplificar a avaliação de passivos de corrupção em empresas-alvo, impactando diretamente o due diligence e a estruturação de acordos. A medida é aguardada com expectativa por advogados e consultores, que veem nela um potencial para desburocratizar e injetar mais segurança jurídica nas transações.
Mitigação de riscos e segurança jurídica
A norma foca na mitigação de riscos associados à aplicação da Lei nº 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção. Frequentemente, a aquisição de empresas pode trazer consigo passivos ocultos ou de difícil mensuração relacionados a atos de corrupção praticados anteriormente. Com as novas orientações, espera-se que haja critérios mais objetivos para a análise e valoração desses riscos.
Para o segmento jurídico, a capacidade de avaliar com maior precisão os passivos anticorrupção é fundamental. Isso permite que compradores e vendedores negociem com mais informação e que os contratos reflitam adequadamente as responsabilidades, diminuindo surpresas pós-aquisição.
A transparência e a previsibilidade são elementos-chave para atrair investimentos e fomentar o mercado de M&A. Ao reduzir a incerteza jurídica, a norma tem o potencial de estimular um ambiente de negócios mais robusto e ético no país. Plataformas como a Tem Processo já oferecem soluções para o gerenciamento de complexidades jurídicas que surgem em operações deste porte.
Impacto no mercado e na atuação profissional
A implementação da nova norma deve exigir uma atualização por parte dos profissionais do direito e do compliance. Aprofundar o conhecimento sobre as diretrizes se tornará essencial para garantir que as operações de M&A estejam em conformidade e sejam conduzidas de maneira eficiente.
Ferramentas de inteligência artificial jurídica, como a Redizz, podem auxiliar advogados na análise de grandes volumes de dados e na identificação de padrões que sinalizem riscos de compliance, tornando o processo de due diligence mais ágil e preciso. A sinergia entre o aparato legal atualizado e a tecnologia é cada vez mais vital.
As informações foram publicadas originalmente no portal Jota, destacando a importância dessas mudanças para o cenário jurídico-empresarial brasileiro.
Com informações publicadas originalmente no site jota.info.