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Stephany Reis: A advocacia humanizada: uma abordagem empática e estratégica

Transformando conflitos em soluções viáveis no Direito de Família e Sucessões

A trajetória profissional de um advogado é frequentemente marcada por desafios e conquistas que moldam não apenas sua carreira, mas também o impacto que exerce na sociedade. Neste contexto, a atuação de Stephany Reis se destaca pela combinação de conhecimento técnico e uma abordagem humanizada no Direito de Família e Sucessões. Graduada em Direito pela Universidade São Judas Tadeu e com especializações em Direito Civil e Direito de Família, Stephany está atualmente aprofundando seus conhecimentos em Inventário e Partilha. Membra ativa das Comissões de Direito Civil e de Direito de Família da OAB/SP, sua prática é caracterizada por uma escuta atenta e uma firmeza necessária para lidar com questões delicadas, como divórcios e guarda de filhos. Com um compromisso inabalável em oferecer soluções eficazes e desburocratizadas, ela busca não apenas respeitar os direitos dos clientes, mas também acolher as emoções que permeiam cada caso, transformando conflitos em resoluções viáveis com responsabilidade e técnica.

Qual foi a sua motivação inicial para escolher a carreira jurídica e, em particular, a área de especialização em Direito de Família e Sucessões?

Desde muito jovem, fui movida pelo desejo de promover justiça e oferecer amparo em momentos de vulnerabilidade. A escolha pela carreira jurídica nasceu dessa vocação de cuidar, e se consolidou quando percebi, ainda na faculdade, o quanto o Direito de Família e Sucessões lida diretamente com o que temos de mais essencial: nossos vínculos, afetos e patrimônios construídos ao longo da vida. Optar por essa área foi uma decisão natural. Ela me permite unir técnica e sensibilidade para ajudar pessoas a atravessarem momentos desafiadores com segurança jurídica, dignidade e acolhimento. Entendo que, por trás de cada processo, há histórias reais, emoções intensas e a necessidade de soluções que respeitem tanto os direitos quanto as dores envolvidas. É nisso que baseio minha atuação.

Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo da sua trajetória profissional na advocacia?

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Ao longo da minha trajetória na advocacia, enfrentei diversos desafios que, embora difíceis, contribuíram profundamente para o meu crescimento pessoal e profissional. Um dos principais foi aprender a equilibrar o envolvimento emocional com a objetividade técnica, especialmente em casos de alta carga afetiva, como disputas familiares, guarda de filhos e conflitos sucessórios. Entender até onde vai o acolhimento e onde começa a estratégia jurídica foi um processo essencial. Outro desafio marcante foi conquistar a confiança em um mercado ainda muito competitivo e, muitas vezes, marcado por formalismos excessivos. Escolher atuar com empatia, proximidade e linguagem acessível foi um caminho que exigiu coragem, mas que hoje se reflete em resultados concretos e no reconhecimento dos meus clientes. Cada obstáculo enfrentado me ensinou que a advocacia vai muito além do processo: é sobre cuidar de histórias e principalmente, entregar soluções com humanidade e responsabilidade.

Como suas publicações e contribuições ao campo jurídico impactaram sua carreira e a comunidade jurídica?

Minhas publicações e contribuições no campo do Direito têm sido uma extensão do meu compromisso com a advocacia humanizada e acessível. Compartilhar conhecimento, seja por meio de artigos, palestras ou conteúdos nas redes sociais, sempre foi uma forma de ampliar o alcance da informação jurídica, desmistificar conceitos e empoderar as pessoas em momentos decisivos de suas vidas. Para a minha carreira, esse movimento trouxe não apenas visibilidade, mas também conexão. Ao abordar temas complexos de forma clara, prática e sensível, consegui estabelecer um diálogo mais próximo com clientes, colegas e até mesmo com profissionais de outras áreas que atuam em conjunto com o Direito de Família e Sucessões.

Qual é a sua visão sobre o futuro da área de Direito de Família e Sucessões e quais tendências emergentes você observa?

Vejo o futuro do Direito de Família e Sucessões cada vez mais voltado à humanização das relações jurídicas e à valorização de soluções extrajudiciais. A sociedade está em constante transformação, e o Direito precisa acompanhar essas mudanças com sensibilidade e eficácia. Famílias plurais, vínculos afetivos diversos e novas configurações parentais exigem um olhar mais inclusivo, flexível e atualizado por parte dos operadores do Direito. Entre as tendências emergentes, destaco o crescimento da mediação e da conciliação como formas preferenciais de resolução de conflitos. A atuação interdisciplinar também tem ganhado espaço, com profissionais do Direito cada vez mais integrando conhecimentos da Psicologia, Serviço Social e outras áreas para oferecer soluções mais completas. Acredito que o futuro da área exige não apenas domínio técnico, mas também inteligência emocional, escuta ativa e um forte senso de justiça social.

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Que recomendações você daria para novos profissionais que desejam seguir carreira na área de Direito de Família?

Para quem está começando, minha principal recomendação é: desenvolva sua escuta. Mais do que dominar a legislação e a jurisprudência, o que, claro, é essencial, é preciso saber ouvir com empatia, compreender o contexto emocional do cliente e atuar com responsabilidade sobre histórias que, muitas vezes, envolvem dor, frustração e afetos rompidos. Outro ponto fundamental é investir em formação contínua. O Direito de Família está em constante evolução, acompanhando as transformações sociais, culturais e tecnológicas. Participar de cursos, seminários e grupos de estudo é indispensável para manter-se atualizado na atuação. Também incentivo o desenvolvimento da inteligência emocional e da comunicação clara. Saber traduzir o jurídico para uma linguagem acessível fortalece o vínculo com o cliente e evita ruídos em momentos delicados. Por fim, tenha paciência para construir sua reputação com consistência. Resultados reais, conduta íntegra e uma postura acolhedora fazem a diferença nesse ramo.

Como você equilibra a empatia necessária para lidar com questões delicadas com a firmeza exigida na prática da advocacia?

Equilibrar empatia e firmeza é, para mim, uma das habilidades mais essenciais, e também mais desafiadoras na prática da advocacia em Direito de Família. Lido diariamente com histórias marcadas por rupturas, perdas e recomeços. Por isso, é indispensável acolher o cliente, criando um espaço seguro para que ele se sinta compreendido e amparado. Mas esse acolhimento não pode se confundir com envolvimento emocional desmedido. Ao mesmo tempo em que me conecto com a dor e as necessidades do cliente, mantenho a objetividade necessária para construir estratégias jurídicas eficientes e assertivas. A firmeza está justamente em saber colocar limites, orientar com clareza, e tomar decisões técnicas mesmo diante de cenários emocionais intensos. Esse equilíbrio vem com a prática e o compromisso ético com a profissão. Ao entender que meu papel é conduzir com empatia, mas também com responsabilidade e foco em resultados, consigo atuar de forma sensível sem perder a postura firme que o Direito exige.

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Quais são os valores fundamentais que guiam sua prática profissional no Direito de Família?

Os valores que orientam minha prática no Direito de Família e Sucessões são, antes de tudo, ética, empatia, responsabilidade e transparência. Acredito que cada cliente confia a mim não apenas um processo, mas capítulos sensíveis da sua vida, e isso exige respeito profundo e compromisso com a verdade. A escuta ativa e o acolhimento são pilares que guiam meu atendimento desde o primeiro contato. Procuro compreender não só os fatos jurídicos, mas também o contexto emocional e as necessidades reais por trás de cada demanda. Outro valor inegociável é a lealdade processual. Mesmo em disputas difíceis, é possível agir com firmeza sem abrir mão da integridade. Tenho como princípio orientar de forma clara, realista e respeitosa. Por fim, acredito na busca por soluções que promovam justiça com humanidade. O Direito de Família e Sucessões não se encerra nas leis e decisões judiciais, ele requer tato para lidar com histórias que a norma, sozinha, não alcança.

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