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STJ decide sobre contribuição previdenciária no terço de férias

Incidência da contribuição patronal sobre o terço constitucional de férias é confirmada, gerando impactos para empresas.
Crédito: Max Rocha/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou posicionamento sobre a incidência da contribuição previdenciária patronal sobre o terço constitucional de férias. A decisão unificada, divulgada nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, é um tema de grande relevância para a área tributária e para o planejamento fiscal das empresas.

O entendimento da Corte Superior estabelece que o terço de férias possui natureza remuneratória, sendo, portanto, passível de tributação para fins de contribuição previdenciária. Essa questão tem gerado frequentes discussões judiciais entre contribuintes e a Receita Federal, com impactos financeiros significativos para o setor privado.

Anteriormente, havia divergências sobre a natureza jurídica do terço de férias, com parte da jurisprudência considerando-o uma verba indenizatória, o que o isentaria da contribuição previdenciária. No entanto, o STJ, em recurso repetitivo, consolidou a tese de que a verba possui caráter salarial, alinhando-se à interpretação da autarquia fiscal.

A decisão do STJ traz maior segurança jurídica para as empresas, que agora possuem um direcionamento claro sobre como proceder em relação ao recolhimento da contribuição previdenciária sobre o terço de férias. No entanto, a medida implicará em custos adicionais para o empregador, que deverá ajustar suas folhas de pagamento e obrigações tributárias.

Para advogados e escritórios de advocacia, é crucial estar atento a essa mudança. Ferramentas de gestão processual, como a Tem Processo, podem auxiliar na organização e acompanhamento de processos que envolvem discussões tributárias dessa natureza. A utilização de plataformas que integram inteligência artificial jurídica, como a Redizz, também pode ser fundamental para analisar decisões anteriores e prever tendências em casos semelhantes, otimizando estratégias e a produtividade do escritório.

Esta consolidação do entendimento pelo STJ demonstra a contínua evolução do direito tributário brasileiro e a necessidade de acompanhamento constante das decisões dos tribunais superiores.

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