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Advogado é sequestrado pelo PCC para desistir de ação judicial

Profissional do direito relata momentos de terror e ameaças de facção criminosa em São Paulo.
Foto: Antonio Augusto/STF

A segurança de advogados no exercício da profissão foi colocada em xeque após o relato de um profissional que foi sequestrado por membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo. O objetivo do sequestro, ocorrido em junho, era forçá-lo a desistir de uma ação judicial envolvendo um dos criminosos, gerando grande preocupação na comunidade jurídica sobre a atuação em casos sensíveis.

O advogado, que preferiu não ter seu nome divulgado por questões de segurança, descreveu a experiência como “terrível” e que “não queria morrer”. Ele estava atuando em um processo que pedia a recuperação de um valor supostamente desviado por um membro do PCC. A pressão para abandonar o caso incluiu ameaças diretas à sua vida e à de sua família, evidenciando o perigo que permeia a atuação de advogados em certas áreas.

Repercussão e a segurança jurídica

O caso, divulgado pelo portal Migalhas nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, reacende o debate sobre a segurança dos profissionais da advocacia. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem reiterado a importância de garantir as prerrogativas e a integridade física dos advogados para o pleno funcionamento da justiça e a defesa do Estado Democrático de Direito. Casos como este, de coação direta, minam a independência profissional e criam um ambiente de temor, especialmente em comarcas onde a presença de organizações criminosas é mais forte.

A situação realça a vulnerabilidade de advogados que lidam com clientes e temas de alto risco, exigindo uma resposta coordenada entre as autoridades policiais, o Ministério Público e as entidades de classe para assegurar que tais ameaças não impeçam a busca por justiça. A advogados são figuras centrais no sistema judicial, e a intimidação ao seu trabalho afeta diretamente o acesso à justiça e a garantia de direitos de todos os cidadãos.

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Apesar do trauma, o advogado conseguiu registrar um boletim de ocorrência, e o caso está sob investigação. A expectativa é que os responsáveis sejam identificados e punidos, servindo como um alerta para a proteção da categoria e para o combate à atuação criminosa que busca interferir no poder judiciário. Ferramentas de gestão processual e de segurança digital para escritórios, como as oferecidas pela Tem Processo, podem auxiliar na organização e proteção de informações sensíveis, embora a proteção física ainda seja um desafio primordial.

Com informações publicadas originalmente no site migalhas.com.br.

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