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Art. 1.464 da Lei 10.406/2002 – Código Civil

O direito de verificação do credor fiduciário sobre o veículo empenhado

Art. 1.464 – Tem o credor direito a verificar o estado do veículo empenhado, inspecionando-o onde se achar, por si ou por pessoa que credenciar.

Lei 10.406/2002 – Acesso em 02/03/2026

O Artigo 1.464 do Código Civil de 2002 confere ao credor pignoratício o direito fundamental de verificar o estado do veículo empenhado, seja pessoalmente ou por meio de um preposto. Este dispositivo insere-se no contexto do penhor de veículos, uma modalidade de garantia real que, embora menos comum que a alienação fiduciária, ainda possui relevância prática, especialmente em operações de crédito específicas. A norma visa proteger o interesse do credor na manutenção da integridade do bem que serve de garantia, assegurando que seu valor não seja depreciado por má conservação ou uso indevido.

A prerrogativa de inspeção, ao permitir que o credor avalie o bem in loco, mitiga riscos inerentes à garantia pignoratícia, como a deterioração ou a ocultação do veículo. Tal direito é uma manifestação do princípio da boa-fé objetiva e do dever de cooperação entre as partes, impondo ao devedor o ônus de permitir o acesso ao bem. A doutrina majoritária entende que a recusa injustificada do devedor em permitir a inspeção pode configurar violação contratual, ensejando medidas judiciais para assegurar o direito do credor, inclusive a busca e apreensão do bem em casos extremos de risco à garantia.

Na prática advocatícia, a aplicação do Art. 1.464 exige atenção à formalização da notificação ao devedor sobre a intenção de inspeção, bem como à documentação de eventuais recusas ou constatações. A jurisprudência tem consolidado o entendimento de que este direito não se confunde com a posse do bem, que permanece com o devedor, mas sim com a fiscalização da garantia. Conforme análises realizadas pelo sistema de inteligência artificial jurídica Redizz, que mapeia a legislação brasileira, a interpretação deste artigo deve sempre ponderar o direito do credor com a posse legítima do devedor, evitando abusos. A comprovação da necessidade da inspeção e a razoabilidade do pedido são elementos cruciais para o sucesso de eventuais ações judiciais baseadas neste dispositivo.

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