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Gaeco mira advogados por fraudes em ações de idosos

Operação com apoio da Corregedoria do Judiciário paulista desarticula ações predatórias e cumpre mandados de prisão
Foto: Antonio Augusto/STF

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou operações com o objetivo de desarticular esquemas estruturados de fraudes processuais e ajuizamento de ações judiciais indevidas contra instituições financeiras e órgãos previdenciários, lesando aposentados e pensionistas. As ações policiais resultaram na prisão de investigados após episódios de tentativa de destruição de provas materiais durante o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão.

Investigação revela padrão atípico e litigância predatória

As apurações contaram com informações estratégicas levantadas pela Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP), por meio do Núcleo de Monitoramento de Perfis de Demandas (Numopede). O setor identificou a distribuição massiva e anômala de processos contendo procurações forjadas e alegações padronizadas em nome de titulares vulneráveis sem o devido consentimento, prática conhecida juridicamente como advocacia predatória.

As operações denominadas Libelo e Garatéia identificaram escritórios de advocacia e intermediários que utilizavam dados cadastrais de beneficiários para ingressar com ações em comarcas do interior do estado paulista, como Altinópolis, visando obter indenizações e repasses indevidos de crédito consignado. Durante a abordagem policial a um dos endereços alvos de mandado de busca, um dos suspeitos tentou se desfazer de evidências digitais arremessando um computador pela janela do imóvel, culminando em sua prisão imediata pelas forças de segurança.

De acordo com o portal Migalhas, as ações coordenadas pelo Ministério Público buscam responsabilizar os participantes por crimes que englobam estelionato qualificado, uso de documento falso, associação criminosa e obstrução de investigação, além de remeter informações às comissões disciplinares correspondentes da Ordem dos Advogados do Brasil.

Fiscalização digital e integridade na rotina jurídica

O avanço das ferramentas tecnológicas no Judiciário tem sido determinante para que os tribunais cruzem dados com rapidez e identifiquem ações repetitivas sem lastro jurídico fático. Por outro lado, para bancas que atuam em conformidade com as regras éticas, o gerenciamento seguro de fluxos processuais e documentais se tornou um pilar indispensável.

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Nesse cenário de maior rigor técnico, plataformas especializadas em automação como a Tem Processo têm oferecido suporte fundamental para escritórios garantirem controle minucioso de prazos, histórico de clientes e autenticidade dos acervos geridos, evitando riscos operacionais decorrentes de falhas de gestão.

Além das medidas repressivas do Ministério Público e das corregedorias estaduais, a comunidade jurídica ressalta que o combate à litigância predatória deve preservar a garantia constitucional do amplo acesso à Justiça, assegurando que cidadãos vulneráveis continuem dispondo de canais legítimos e seguros para defender seus direitos em juízo.

Com informações publicadas originalmente no site migalhas.com.br.

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