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Apadrinhamento afetivo: oportunidade para crianças acolhidas

Programa do Tribunal de Justiça de São Paulo busca oferecer convívio familiar a jovens com menores chances de adoção.
Foto: Antonio Augusto/STF

Programas de Apadrinhamento Afetivo e Financeiro no estado de São Paulo ganham destaque como uma iniciativa crucial para proporcionar convívio familiar a crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento. A medida visa atender especialmente aqueles que possuem remotas chances de adoção, seja pela idade, formação de grupos de irmãos ou por questões de saúde, oferecendo-lhes uma rede de apoio afetiva e social.

O objetivo principal é que essas crianças e adolescentes possam experimentar a vida em família, desenvolvendo laços afetivos que contribuam para seu desenvolvimento integral. Isso ocorre através de visitas regulares, passeios, participação em eventos sociais e culturais, e até mesmo pernoites e viagens, sempre com o consentimento dos responsáveis institucionais e a supervisão da equipe técnica.

As informações foram divulgadas pelo Portal de Notícias do TJ-SP na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, que ressalta a importância desses programas como um elo entre a vida institucional e a convivência comunitária.

Um suporte além do jurídico para jovens em acolhimento

O Apadrinhamento Afetivo transcende o aspecto jurídico, focando na construção de vínculos de amor e pertencimento. Ele oferece às crianças e aos adolescentes a oportunidade de ter referências adultas, exemplos de vida e a sensação de fazer parte de uma família, mesmo que não seja a sua família de origem ou uma família adotiva. Esse suporte emocional é vital para a formação da identidade e autoestima desses jovens, que muitas vezes sofrem com a falta de perspectivas.

Além do apoio afetivo, em algumas modalidades, o programa permite o apadrinhamento financeiro, onde padrinhos contribuem com recursos para auxiliar nas necessidades dos afilhados, como educação, saúde ou atividades extracurriculares, sem a necessidade de convivência direta. No entanto, a modalidade afetiva é a que gera maior impacto no desenvolvimento psicossocial dos acolhidos.

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A preparação dos padrinhos e das crianças é um ponto fundamental. Ambas as partes passam por um processo de habilitação que inclui avaliação psicossocial e orientação sobre os objetivos e limites do programa, garantindo que as expectativas sejam alinhadas e que a relação seja saudável e benéfica para o jovem.

A iniciativa contribui para a desinstitucionalização progressiva e para que esses jovens se sintam mais preparados para a vida adulta, munidos de experiências afetivas e sociais que talvez não tivessem acesso apenas no ambiente do acolhimento. A sociedade civil tem um papel crucial na disseminação e adesão a programas como este, que promovem uma cidadania plena para as futuras gerações. Advogados e operadores do Direito da área de família, por exemplo, podem atuar como voluntários e orientadores nos programas, contribuindo com sua expertise para a proteção e o direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes.

Com informações publicadas originalmente no site tjsp.jus.br.

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