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Atraso tecnológico pode isolar nações, alerta Gilmar Mendes

Ministro do STF destaca urgência da inovação para a manutenção da competitividade e participação na “vida civil internacional” no Fórum de Lisboa.
Foto: Antonio Augusto/STF

Em um cenário de crescente interconexão global, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, fez um alerta contundente: países que não acompanharem o ritmo da inovação tecnológica correm o risco de serem excluídos da chamada “vida civil internacional”. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, durante a abertura do Fórum de Lisboa, evento que reúne autoridades e especialistas para debater os desafios contemporâneos.

Mendes enfatizou que o avanço tecnológico não é apenas uma questão de conveniência, mas uma necessidade estratégica para que as nações preservem sua soberania e relevância no palco mundial. A capacidade de produzir e inovar, em vez de apenas consumir tecnologias, torna-se um diferencial competitivo crucial. Tal posicionamento reitera a importância de políticas públicas que incentivem a pesquisa, o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias em todos os setores da sociedade, incluindo o jurídico.

Impacto da tecnologia no Direito e na sociedade

O debate promovido no Fórum de Lisboa reforça a percepção de que a transformação digital é um caminho sem volta, impactando não apenas a economia, mas também as estruturas sociais e jurídicas. A velocidade das mudanças exige que o Direito se adapte rapidamente para regulamentar novas realidades, como a inteligência artificial, a proteção de dados e as relações de trabalho mediadas por plataformas digitais. A complexidade dessas questões demanda uma abordagem multidisciplinar e a colaboração entre diferentes atores.

A modernização do Judiciário, por exemplo, tem sido um tópico central em discussões sobre eficiência e acesso à justiça. Ferramentas digitais e a inteligência artificial têm potencial para otimizar a gestão processual, acelerar a tramitação de casos e reduzir a burocracia. No entanto, sua implementação exige cautela e um debate aprofundado sobre ética, segurança e inclusão, garantindo que a tecnologia sirva como um facilitador e não como uma barreira.

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A necessidade de inovação e digitalização no setor jurídico

Para advogados e escritórios jurídicos, a mensagem de Gilmar Mendes ressoa como um chamado à ação. A digitalização de processos, a automação de tarefas repetitivas e a análise de dados jurídicos são apenas alguns exemplos de como a tecnologia pode revolucionar a prática do Direito. Escalar o uso dessas ferramentas não é mais uma opção, mas uma condição para a sustentabilidade e competitividade no mercado.

Startups como a Tem Processo, que oferece soluções para gestão processual, e a Redizz, focada em inteligência artificial para advogados, exemplificam o movimento de inovação que já está transformando o setor. Tais plataformas ajudam profissionais a acompanhar prazos, organizar documentos e acessar informações de forma mais eficiente, permitindo que dediquem mais tempo a atividades estratégicas e consultivas. O investimento em tecnologia e em capacitação digital é, portanto, essencial para que o Brasil não fique para trás nesse cenário global de rápida evolução.

Com informações publicadas originalmente no site conjur.com.br.

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