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STJ: Seguro prestamista cobre morte antes de assembleia

Decisão do Superior Tribunal de Justiça consolida entendimento sobre a validade da cobertura securitária em consórcios.
Crédito: Max Rocha/STJ

Uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o seguro prestamista deve cobrir o falecimento do consorciado mesmo que o óbito ocorra antes da primeira assembleia do grupo. O entendimento, crucial para o direito securitário e do consumidor, visa garantir a proteção do patrimônio do consorciado e de seus herdeiros, evitando uma lacuna na cobertura que poderia gerar prejuízos significativos.

A controvérsia girava em torno da interpretação das condições de validade do seguro prestamista em contratos de consórcio, especialmente quando a morte do titular acontece em um período inicial, antes mesmo da formalização completa do grupo com a primeira assembleia. As empresas de consórcio e seguradoras frequentemente argumentam que a cobertura só se inicia após a formação do grupo e a destinação de bens ou créditos, o que é contestado pela nova decisão.

A decisão do STJ reforça a natureza protetiva do seguro prestamista, que tem como finalidade primordial quitar o saldo devedor do consórcio em caso de eventos adversos, como morte ou invalidez do consorciado, protegendo o patrimônio familiar e evitando que a dívida recaia sobre os herdeiros ou sobre o próprio consorciado em momentos de vulnerabilidade.

Impacto no consorciado e mercado

Este julgado traz maior segurança jurídica aos consumidores que aderem a consórcios, assegurando que a proteção oferecida pelo seguro prestamista seja efetiva desde o momento da contratação, e não a partir de um evento futuro e incerto como a realização da primeira assembleia. Para o mercado de consórcios e seguros, a decisão exige uma revisão das cláusulas contratuais e das práticas de mercado para se adequarem ao novo entendimento.

A prática de vincular a validade da cobertura a eventos posteriores à adesão ao consórcio tem sido alvo de questionamentos e debates, principalmente pela vulnerabilidade do consumidor que, ao contratar o seguro, espera estar imediatamente protegido. A resolução do STJ, que em casos anteriores já admitiu juros e correção em seguro prestamista ligado a consórcio, tende a solidificar a proteção do consumidor neste tipo de contrato.

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As informações foram publicadas originalmente pelo portal Migalhas.

Com informações publicadas originalmente no site migalhas.com.br.

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