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Óculos inteligentes da Meta são banidos de tribunais britânicos

Decisão visa preservar a privacidade e a segurança das informações em ambientes judiciais.
Foto: Antonio Augusto/STF

A Corte de Sua Majestade e Serviço de Tribunais (HMCTS) da Inglaterra e País de Gales implementou uma proibição sobre o uso de óculos inteligentes da Meta (anteriormente conhecidos como Ray-Ban Stories e agora como Ray-Ban Meta) dentro de suas dependências. A medida, em vigor desde a quarta-feira, 12 de agosto de 2026, tem como objetivo principal salvaguardar a privacidade e a segurança dos procedimentos judiciais, impedindo o registro não autorizado de imagens e áudios.

A decisão reflete uma crescente preocupação com o avanço da tecnologia vestível e seu potencial impacto em ambientes sensíveis, como os tribunais. Os óculos inteligentes, equipados com câmeras e microfones, permitem a gravação discreta, levantando questões sobre consentimento, confidencialidade e a integridade do sistema de justiça. A proibição aplica-se a todas as áreas dos edifícios do tribunal, abrangendo desde os corredores até as salas de audiência.

Privacidade e segurança em xeque

A HMCTS justificou a restrição pela necessidade de proteger todas as partes envolvidas nos processos judiciais, incluindo juízes, advogados, testemunhas, réus e funcionários, contra a possibilidade de gravação indevida. O uso desses dispositivos poderia comprometer a imparcialidade dos julgamentos e a confiança no sistema legal, especialmente em casos que envolvem crianças, vítimas de crimes ou informações sigilosas.

Especialistas em direito digital e privacidade têm alertado para os riscos associados à proliferação de dispositivos de gravação disfarçados de itens de vestuário. Embora a tecnologia ofereça conveniência e novas funcionalidades, a ausência de regulamentação clara e a dificuldade de fiscalização criam um vácuo que pode ser explorado para fins inadequados. A proibição no Reino Unido serve como um precedente importante para outras jurisdições que buscam equilibrar inovação tecnológica com direitos fundamentais.

Implicações para o direito digital

A medida do HMCTS ressalta a complexidade dos desafios impostos pelo Direito Digital. Advogados e profissionais do direito precisam estar atentos às rápidas mudanças no cenário tecnológico e suas implicações éticas e legais. A gestão de provas digitais, a proteção de dados pessoais e a segurança da informação tornam-se cada vez mais cruciais na prática jurídica moderna.

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Para escritórios de advocacia que lidam com um volume crescente de informações e processos, a eficiência na gestão processual e a segurança dos dados são fundamentais. Ferramentas de IA jurídica, como a Redizz, têm facilitado a rotina de escritórios que buscam maior eficiência na análise de grandes volumes de documentos e na automação de tarefas, ao mesmo tempo em que garantem a conformidade com as normas de proteção de dados.

A discussão em torno dos óculos inteligentes também se conecta com debates mais amplos sobre o papel da tecnologia na sociedade e a necessidade de políticas que acompanhem seu desenvolvimento. A forma como as instituições legais respondem a essas inovações moldará o futuro da justiça em um mundo cada vez mais conectado.

As informações foram publicadas originalmente pelo portal Migalhas.

Com informações publicadas originalmente no site migalhas.com.br.

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