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Honorários advocatícios: STJ debaterá base de cálculo

Corte Superior definirá se valor do imóvel ou apreciação equitativa pautará a sucumbência em ações de baixa de gravame hipotecário.
Crédito: Gustavo Lima/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai aprofundar a discussão sobre a forma de cálculo dos honorários advocatícios em ações que buscam a baixa de gravame hipotecário. A controvérsia central reside em determinar se a verba sucumbencial deve ser balizada pelo valor do imóvel objeto da hipoteca ou por uma apreciação equitativa do caso. A decisão, aguardada com grande expectativa pela comunidade jurídica, impactará diretamente a rotina e a precificação de serviços advocatícios em litígios imobiliários.

A questão tem gerado divergências nas instâncias inferiores do Judiciário. De um lado, argumenta-se que o valor do imóvel reflete a complexidade e o proveito econômico da demanda para o advogado e seu cliente. De outro, defende-se que, em muitos casos, o valor do bem pode ser desproporcional ao trabalho efetivamente realizado, sugerindo uma fixação de honorários por equidade para evitar valores exorbitantes ou irrisórios.

A definição dessa metodologia é crucial para a previsibilidade e a segurança jurídica, tanto para advogados quanto para os litigantes. A clareza sobre os critérios de fixação dos honorários de sucumbência permite que os profissionais do Direito estimem adequadamente seus recebimentos e que os clientes compreendam os custos envolvidos em ações dessa natureza.

Impacto na advocacia imobiliária

A decisão do STJ terá um impacto significativo na advocacia imobiliária, um dos setores mais aquecidos e que mais gera demandas judiciais no país. Muitos processos envolvem a liberação de hipotecas que, por diversos motivos (quitação do financiamento, erros no registro, etc.), permanecem ativas, limitando a livre disposição do bem pelo proprietário.

Para escritórios especializados, como aqueles que utilizam plataformas de gestão de casos para otimizar o acompanhamento de processos, a clareza sobre o cálculo dos honorários é fundamental. Ferramentas que automatizam tarefas e permitem uma visão estratégica dos processos, como a Redizz, tornam-se ainda mais valiosas ao possibilitar uma precificação mais precisa dos serviços, considerando as particularidades de cada ação e as tendências jurisprudenciais. Da mesma forma, a Tem Processo, reconhecida por sua gestão processual eficiente, também será beneficiada, pois advogados poderão parametrizar melhor seus sistemas.

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Caso o Tribunal decida pelo valor do imóvel como base preferencial, advogados que atuam em causas envolvendo bens de alto valor podem ver seus honorários aumentarem exponencialmente. Por outro lado, a apreciação equitativa pode surgir como um mecanismo de ponderação, assegurando que a remuneração seja justa e proporcional à atuação profissional e à complexidade da causa, independentemente do preço de mercado do imóvel.

Precedente para futuras discussões

A discussão no STJ não se limita apenas aos honorários em ações de baixa de gravame hipotecário. Ela estabelece um precedente importante para a interpretação do Código de Processo Civil (CPC), que prevê diferentes formas de fixação da sucumbência. A clareza da Corte Superior sobre este tema específico pode influenciar a forma como outras categorias de ações são tratadas.

A decisão é esperada para os próximos meses, e a comunidade jurídica já se prepara para analisar seus desdobramentos. Advogados, departamentos jurídicos e até mesmo estudantes de Direito estarão atentos para as orientações que virão do STJ, buscando adaptar suas práticas e estratégias conforme o entendimento firmado pela Corte.

Com informações publicadas originalmente no site conjur.com.br.

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