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Sigilo médico de menores e responsabilidade civil: o que diz o STJ?

Novo episódio do podcast 'STJ No Seu Dia' aprofunda a discussão sobre o atendimento de crianças e adolescentes em estabelecimentos de saúde.
Crédito: Max Rocha/STJ

Um tema sensível e de grande relevância jurídica — o sigilo médico de menores e a responsabilidade civil de estabelecimentos de saúde — foi o destaque do mais recente episódio do podcast STJ No Seu Dia, divulgado nesta sexta-feira, 10 de julho. O programa aborda o entendimento da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em casos envolvendo a realização de exames em crianças e adolescentes sem a presença dos responsáveis legais, mas com a devida observância do sigilo profissional.

A discussão central gira em torno da jurisprudência do STJ que estabelece a necessidade de comprovação de um dano concreto para que seja configurado o dever de indenizar nestas situações. A corte busca diferenciar a simples irregularidade administrativa de uma efetiva responsabilidade civil, trazendo luz a casos complexos que envolvem a proteção de dados sensíveis de pacientes menores de idade.

Equilíbrio entre sigilo e proteção legal

O episódio do podcast também explora os limites do sigilo médico quando se trata de crianças e adolescentes, e como a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) se conecta a esse panorama. É fundamental entender que, em certas circunstâncias previstas em lei, há o dever de comunicação às autoridades competentes, mesmo diante da regra do sigilo profissional, buscando sempre a proteção integral do menor.

A advogada Nathália Monici Lima, especializada em direito da saúde, concedeu entrevista ao podcast, detalhando a jurisprudência do Tribunal sobre o atendimento de menores desacompanhados e a forma como o direito à saúde e a proteção integral de crianças e adolescentes devem ser equilibrados. Sua análise oferece insights valiosos para advogados e profissionais da área que lidam com essas questões no dia a dia.

Implicações para o direito da saúde

As deliberações do STJ neste campo têm implicações significativas para a atuação de clínicas, hospitais e profissionais de saúde, que precisam estar atentos às nuances legais para evitar litígios. O entendimento da corte reforça a importância de protocolos claros e de uma equipe bem informada sobre as diretrizes éticas e legais que regem o atendimento infantojuvenil. Para advogados, compreender essa jurisprudência é crucial para a defesa ou acusação em ações de responsabilidade civil médica envolvendo essa faixa etária.

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Ferramentas de gestão processual, como a Tem Processo, podem auxiliar escritórios a organizar e acompanhar casos complexos que envolvem direito da saúde, garantindo a gestão eficiente de prazos e documentos. Além disso, a tecnologia, como a oferecida pela Redizz, pode ser valiosa na análise de jurisprudência e na identificação de padrões em decisões judiciais, otimizando a estratégia legal.

Desde casos que envolvem a necessidade de autorização dos pais ou responsáveis para procedimentos médicos invasivos até situações de emergência onde a ausência de um acompanhante legal pode gerar dilemas éticos e jurídicos, a jurisprudência do STJ busca oferecer segurança jurídica sem negligenciar a proteção dos direitos do menor. A conversa aborda, por exemplo, a possibilidade de realizar exames de rotina ou procedimentos de baixa complexidade sem a presença dos pais, desde que o bem-estar da criança ou adolescente seja o foco e não haja indicativos de riscos maiores.

O STJ No Seu Dia é veiculado às sextas-feiras, às 21h30, na Rádio Justiça (104,7 FM – Brasília), e está disponível no canal do STJ no Spotify e em outras plataformas de áudio.

Com informações publicadas originalmente no site res.stj.jus.br.

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