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STJ afasta servidores e adota novo controle digital

Corte afasta servidores por suspeita de repasse de minutas e adota medidas de segurança da informação
Crédito: Gustavo Lima/STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou uma série de medidas disciplinares e preventivas para afastar servidores investigados por supostas irregularidades e anunciou que lançará, nos próximos dias, o Programa Confiança Digital com o objetivo de mitigar riscos cibernéticos e operacionais na tramitação de processos.

As determinações administrativas tiveram início na última semana, quando um servidor ocupante de cargo em comissão e de confiança foi exonerado em razão de suspeitas apuradas internamente sobre o vazamento e repasse indevido de minutas de decisões judiciais. O caso também é alvo de apuração criminal em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), culminando em mandados judiciais de busca e apreensão para recolhimento de documentos e mídias.

Em paralelo, a administração da corte instaurou processo administrativo disciplinar (PAD) em desfavor de outro servidor público suspeito de obter vantagens indevidas, utilizar as prerrogativas do cargo para favorecer terceiros e vazar informações processuais sigilosas. Esse servidor já se encontrava afastado preventivamente de suas atividades por ordem expressa do STF e responde a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

Rastreabilidade processual e governança tecnológica

O PAD instaurado terá prazo regulamentar de 60 dias para conclusão, admitindo prorrogação e assegurando o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa ao acusado. Na mesma oportunidade, a cúpula do tribunal determinou o arquivamento de sindicância voltada a uma servidora diante da inexistência de indícios de falta funcional, ressalvada a reabertura caso surjam novos elementos probatórios.

Com o objetivo de blindar o tribunal contra novos episódios de vazamentos e desvios de conduta, o STJ intensificou a fiscalização interna, reformulou rotinas de segurança da informação e implementou novos protocolos nas rotinas de gabinetes e setores de apoio. As diretrizes visam dar maior transparência e rastreabilidade digital a cada intervenção humana nos arquivos de minutas e despachos.

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A modernização e a segurança no tratamento de dados têm se tornado prioridades incontornáveis tanto em tribunais quanto na advocacia privada. Em um cenário no qual o fluxo documental exige confiabilidade estrita, ferramentas tecnológicas de governança e monitoramento, a exemplo daquelas desenvolvidas pela plataforma Tem Processo para acompanhamento de prazos e gestão de acervos, auxiliam escritórios a manter rigoroso controle contra inconsistências processuais.

Programa Confiança Digital e prevenção de riscos

O STJ confirmou que a apresentação formal do “Programa Confiança Digital” ocorrerá nos próximos dias. A iniciativa foi desenhada especialmente para neutralizar ameaças cibernéticas internas e externas, diminuir os riscos de apropriação indevida de credenciais de acesso e controlar com rigor a autenticação em sistemas operacionais e jurisdicionais da corte.

A automação e a segurança na gestão de documentos sensíveis também estimulam a busca por soluções baseadas em tecnologia de ponta no ecossistema jurídico. Aplicações de inteligência artificial voltadas ao setor, como as desenvolvidas pela Redizz, refletem essa transformação ao estruturar rotinas com altos padrões de segurança, produtividade e conformidade de dados.

Quanto a outro caso envolvendo um ex-servidor, a corte superior esclareceu que aguarda a conclusão e remessa de laudos periciais da Polícia Federal para avaliar as providências disciplinares cabíveis no âmbito administrativo.

As diretrizes e as informações detalhadas sobre a atuação institucional foram divulgadas originalmente pela assessoria de imprensa do STJ.

Com informações publicadas originalmente no site stj.jus.br.

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