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TJ-MG isenta Uber em acidente envolvendo mototaxista

Decisão de segunda instância reforça o entendimento sobre a ausência de vínculo empregatício na plataforma.
Crédito: Gustavo Lima/STJ

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu que a Uber não possui responsabilidade em um acidente envolvendo um mototaxista que utilizava a plataforma. A 10ª Câmara Cível reformou a sentença de primeira instância, que havia condenado a empresa de transporte por aplicativo, isentando-a da obrigação de indenizar o mototaxista pelos danos sofridos em decorrência do acidente de trânsito.

A decisão, proferida na última sexta-feira, 9 de maio de 2026, é relevante para o debate sobre a natureza da relação entre as plataformas digitais e os prestadores de serviço, um tema que gera intensa discussão jurídica no Brasil. O caso em questão envolvia um mototaxista que, ao colidir com uma motocicleta conduzida por um terceiro, buscou responsabilizar a empresa.

Ausência de vínculo e autonomia do prestador

O relator do processo, desembargador Vicente de Abreu Amadei, argumentou que o modelo de negócio da Uber, ao conectar passageiros a motoristas autônomos, não configura vínculo empregatício, afastando a responsabilidade civil da empresa por acidentes que ocorram during a prestação de serviço. Segundo o magistrado, a relação entre o mototaxista e a Uber é de mera intermediação, onde o prestador de serviço mantém a autonomia na execução de suas atividades.

A decisão destaca que o mototaxista não estava sujeito a subordinação jurídica, característica essencial para a configuração de um vínculo empregatício. A própria natureza da atividade de mototáxi, que permite ao profissional definir horários e rotas, corrobora o entendimento de autonomia.

Implicações para o mercado de aplicativos

Este julgamento do Tribunal de Justiça de Minas Gerais agrega um importante precedente à jurisprudência nacional, especialmente em um cenário onde o debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos está em pauta. A isenção da responsabilidade da Uber neste caso pode influenciar futuras decisões sobre plataformas de transporte e delivery, que operam com modelos semelhantes.

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Para advogados e escritórios de advocacia que atuam em direito do trabalho e responsabilidade civil, o desfecho deste processo reforça a complexidade de categorizar a relação entre empresas e trabalhadores em ambientes digitais, que exige uma análise aprofundada das condições específicas de cada prestação de serviço. Ferramentas de IA jurídica, como a Redizz, podem auxiliar na análise de documentos e precedentes para casos como este, otimizando a pesquisa e a estratégia processual.

As informações foram publicadas originalmente pela ConJur.

Com informações publicadas originalmente no site conjur.com.br.

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