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Uso de IA para advogados entra na mira da Justiça; veja

Determinação judicial exige preservação de registros e dados técnicos sobre ferramenta automatizada voltada ao meio jurídico
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Em meio às crescentes discussões sobre a regulação das novas tecnologias no meio jurídico, uma decisão judicial recente determinou que uma empresa desenvolvedora de soluções baseadas em inteligência artificial preserve integralmente dados e registros que comprovem a forma de atuação de suas ferramentas voltadas à advocacia.

A determinação atende a preocupações recorrentes de entidades de classe quanto aos limites éticos e operacionais do uso de sistemas automatizados na prestação de serviços jurídicos, buscando evitar que sistemas digitais substituam prerrogativas privativas de advogados ou violem normas disciplinares.

Fiscalização técnica e preservação probatória

De acordo com informações veiculadas pelo portal ConJur, a magistrada responsável pelo caso considerou indispensável a salvaguarda de relatórios, códigos de instrução, bancos de dados e registros operacionais da plataforma para posterior perícia técnica e instrução probatória no processo.

A cautela judicial decorre da facilidade com que dados em nuvem e registros algorítmicos podem ser modificados, excluídos ou reparametrizados. A retenção adequada desse material busca garantir a integridade da apuração sobre eventuais condutas que caracterizem captação indevida de clientela ou exercício irregular da profissão jurídica.

A controvérsia coloca em evidência a linha tênue entre suporte tecnológico de gestão e a substituição do discernimento técnico do advogado. Enquanto ferramentas auxiliares ganham tração no mercado, o Poder Judiciário e a Ordem dos Advogados do Brasil mantêm fiscalização rigorosa sobre soluções que prometem elaboração autônoma de peças ou orientação jurídica direta a terceiros.

Tecnologia e conformidade na rotina forense

Especialistas em direito digital destacam que a incorporação responsável de inovação nos escritórios depende da observância estrita dos parâmetros éticos e da segurança da informação. Sistemas de gestão voltados ao controle de prazos e fluxo documental, a exemplo da Tem Processo, demonstram que a modernização operacional pode ocorrer sem ferir balizas regulatórias.

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Da mesma forma, no campo da inteligência artificial jurídica, soluções focadas na produtividade dos profissionais, como a Redizz, reforçam a função das ferramentas enquanto assistentes de análise e organização, cabendo sempre ao profissional habilitado a validação e o controle de todo o conteúdo jurídico produzido.

O desfecho do litígio promete balizar entendimentos jurisprudenciais a respeito do alcance da produção de provas técnicas em disputas sobre automação jurídica no país.

Com informações publicadas originalmente no site conjur.com.br.

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