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Nova decisão da Justiça pode mudar regras para o TikTok

Tribunal de Justiça de Minas Gerais reconheceu falha na prestação de serviço e omissão de plataforma após invasão de conta profissional
Foto: Antonio Augusto/STF

A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG) condenou a plataforma de vídeos TikTok a indenizar uma neuropsicopedagoga que teve o perfil profissional invadido por criminosos cibernéticos e não conseguiu suporte adequado da empresa para retomar o controle do espaço virtual. O julgamento colegiado reconheceu a falha evidente na prestação dos serviços e a omissão do aplicativo em resguardar os dados cadastrais da profissional, que utilizava o canal para divulgação científica e captação de clientes.

Conforme os autos da ação de reparação por danos morais e materiais, a usuária relatou que criminosos virtuais invadiram sua conta profissional e passaram a publicar postagens fraudulentas e mensagens com golpes financeiros direcionadas aos seus seguidores. Mesmo após acionar reiteradamente os canais internos de suporte do TikTok e apresentar comprovações de titularidade, a profissional não obteve qualquer solução administrativa para restabelecer o acesso ou bloquear os conteúdos lesivos veiculados sob seu nome.

As informações foram publicadas originalmente pelo portal TJMG, destacando que os magistrados da 11ª Câmara Cível mantiveram o dever de reparação diante da ausência de mecanismos rápidos e eficazes de atendimento às vítimas de invasão cibernética.

Responsabilidade objetiva e falha na segurança digital

Na fundamentação do acórdão, o colegiado estadual destacou que a relação jurídica estabelecida entre as redes sociais e os produtores de conteúdo é regida pelo Código de Defesa do Consumidor e pelos princípios da segurança da informação no ambiente virtual. A invasão de contas operada por terceiros integra o chamado fortuito interno do modelo de negócio digital, não podendo ser transferida como encargo exclusivo do usuário comum.

O tribunal mineiro frisou ainda que a demora desproporcional e a inércia da empresa diante das comunicações da vítima ultrapassam o mero dissabor do cotidiano. O uso indevido de identidade profissional em redes digitais acarreta sérios abalos à credibilidade, à imagem e à reputação construída no mercado técnico e educacional, o que enseja o dever de reparação por danos morais além da obrigação de restabelecer os acessos.

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O crescimento de litígios envolvendo incidentes cibernéticos tem mobilizado profissionais da advocacia na busca por metodologias ágeis de gestão e registro probatório em plataformas eletrônicas. Para atender a essa alta demanda por celeridade, ferramentas modernas como a Tem Processo têm sido amplamente utilizadas por escritórios para garantir acompanhamento processual eficiente e gestão de prazos judiciais complexos.

Impactos para produtores de conteúdo e redes sociais

A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais reforça a consolidação do entendimento jurisprudencial de que as grandes empresas de tecnologia detêm a custódia técnica das credenciais e precisam responder com presteza quando alertas de comprometimento forem emitidos por clientes e parceiros de negócios.

Para especialistas em Direito Digital, casos dessa natureza apontam para a necessidade de auditorias constantes em sistemas de recuperação de senhas e fluxos de atendimento ao cliente, sob pena de multas diárias e indenizações civis vultosas no Judiciário brasileiro.

Com informações publicadas originalmente no site tjmg.jus.br.

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