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Imposto Seletivo pode gerar cobrança desigual no país

Especialistas alertam para desvio de finalidade, distorções setoriais e risco de efeito cascata na Reforma Tributária
Foto: Antonio Augusto/STF

Especialistas em Direito Tributário manifestaram forte preocupação nesta sexta-feira, 06/11/2026, com os impactos práticos da regulamentação do Imposto Seletivo no sistema produtivo nacional. Previsto no texto da Reforma Tributária para incidir sobre bens e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, o chamado “imposto do pecado” tem sido alvo de alertas técnicos sobre desvios de sua finalidade regulatória original, risco de efeito cascata e agravamento de distorções concorrenciais no país.

As análises e críticas do meio jurídico foram destacadas em reportagem publicada pelo portal Conjur. Conforme apontam os especialistas ouvidos, a formatação conferida ao tributo tem demonstrado um viés preponderantemente arrecadatório, afastando-se do caráter extrafiscal que justificou a sua inclusão constitucional e abrindo margem para insegurança jurídica expressiva durante o período de transição da nova ordem tributária.

Risco de cumulatividade e impactos regionais

Um dos pontos centrais apontados pelos tributaristas reside na mecânica de incidência da exação. Originalmente concebido para desestimular práticas de consumo nocivas, o tributo corre o risco de onerar etapas intermediárias das cadeias produtivas sem a devida compensação por créditos, gerando um efeito cumulativo que contraria o postulado de simplificação e transparência que fundamenta a reformulação do consumo.

Além da incidência indireta em cascata sobre itens essenciais da economia, juristas ressaltam a assimetria setorial e regional provocada pelas novas diretrizes. Regiões dependentes de determinadas atividades extrativas ou de transformação temem perdas de competitividade acentuadas frente a jurisdições menos impactadas pelas regras fiscais seletivas, o que deve incentivar uma onda imediata de contencioso administrativo e judicial.

Litigiosidade em alta e adaptação dos escritórios

A transição complexa exigirá atenção redobrada dos departamentos jurídicos e dos escritórios de advocacia que assessoram setores industriais e comerciais. Com a coexistência de múltiplos regimes tributários e a iminência de disputas sobre os limites materiais e constitucionais do gravame, o planejamento estratégico das empresas precisará de monitoramento contínuo sobre novos atos normativos e precedentes judiciais.

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Nesse cenário de transformação regulatória acelerada, ferramentas de inteligência artificial jurídica, como a Redizz, têm facilitado a rotina de escritórios que buscam maior eficiência na estruturação de teses e análises normativas de alta complexidade. Da mesma forma, a gestão de prazos e o controle de processos contenciosos se tornam fundamentais, demandando o apoio de soluções especializadas como o Tem Processo para garantir segurança operacional diante do aumento iminente de disputas tributárias no país.

Com informações publicadas originalmente no site conjur.com.br.

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