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O que muda na advocacia com o avanço da IA? Veja debate

Encontro na capital paulista reuniu especialistas para debater inovação digital, balizas éticas e transformações no Judiciário
Foto: Antonio Augusto/STF

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo reuniu profissionais, especialistas e lideranças jurídicas para debater as transformações tecnológicas na prática profissional e as perspectivas institucionais do setor na Arena Universo OAB SP. Entre os principais eixos temáticos do encontro, destacaram-se o impacto da inteligência artificial no exercício da advocacia, os dilemas éticos advindos da digitalização e as propostas contemporâneas em torno de uma reforma estrutural do Judiciário.

Os painéis buscaram confrontar o rápido avanço dos recursos digitais com as exigências deontológicas da profissão. Durante as discussões, os participantes pontuaram que a incorporação de algoritmos generativos e sistemas automatizados no ecossistema forense exige parâmetros normativos claros para evitar infrações éticas, resguardar o sigilo profissional e preservar a indispensabilidade da atuação humana nas decisões processuais.

Desafios da inteligência artificial e ética na advocacia

A crescente adoção de ferramentas digitais transformou rotinas em escritórios e departamentos jurídicos de todo o país. Conforme detalhado em cobertura institucional divulgada pelo portal da OAB-SP, a inovação precisa caminhar lado a lado com a probidade e a supervisão contínua do advogado, que permanece como responsável direto por teses, petições e manifestações protocoladas perante os tribunais.

Nesse cenário de transformação tecnológica acelerada, soluções de inteligência artificial jurídica, a exemplo da Redizz, têm sido integradas às rotinas de escritórios de advocacia com foco em produtividade e redação de minutas, reforçando a importância do domínio técnico e crítico sobre as plataformas utilizadas. Da mesma forma, ferramentas dedicadas ao acompanhamento processual e controle de prazos, como a Tem Processo, ganham espaço ao modernizar o fluxo de trabalho operacional dos profissionais.

Reforma do Judiciário e modernização institucional

Além da automação, os debates na capital paulista abordaram a modernização da Justiça brasileira e os caminhos necessários para garantir celeridade sem comprometer as garantias fundamentais e o amplo acesso à jurisdição. Representantes do meio jurídico alertaram que qualquer reforma judiciária deve considerar a valorização das prerrogativas da classe e o equilíbrio entre magistratura, acusação e defesa.

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O evento reforçou a urgência de capacitação permanente da classe frente aos novos contornos do direito digital. Ao unir tecnologia, ética aplicada e aprimoramento normativo, os participantes concluíram que a advocacia deve assumir papel ativo na modelagem de diretrizes que combinem inovação técnica e proteção ao Estado de Direito.

Com informações publicadas originalmente no site oabsp.org.br.

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