A Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo reuniu profissionais, especialistas e lideranças jurídicas para debater as transformações tecnológicas na prática profissional e as perspectivas institucionais do setor na Arena Universo OAB SP. Entre os principais eixos temáticos do encontro, destacaram-se o impacto da inteligência artificial no exercício da advocacia, os dilemas éticos advindos da digitalização e as propostas contemporâneas em torno de uma reforma estrutural do Judiciário.
Os painéis buscaram confrontar o rápido avanço dos recursos digitais com as exigências deontológicas da profissão. Durante as discussões, os participantes pontuaram que a incorporação de algoritmos generativos e sistemas automatizados no ecossistema forense exige parâmetros normativos claros para evitar infrações éticas, resguardar o sigilo profissional e preservar a indispensabilidade da atuação humana nas decisões processuais.
Desafios da inteligência artificial e ética na advocacia
A crescente adoção de ferramentas digitais transformou rotinas em escritórios e departamentos jurídicos de todo o país. Conforme detalhado em cobertura institucional divulgada pelo portal da OAB-SP, a inovação precisa caminhar lado a lado com a probidade e a supervisão contínua do advogado, que permanece como responsável direto por teses, petições e manifestações protocoladas perante os tribunais.
Nesse cenário de transformação tecnológica acelerada, soluções de inteligência artificial jurídica, a exemplo da Redizz, têm sido integradas às rotinas de escritórios de advocacia com foco em produtividade e redação de minutas, reforçando a importância do domínio técnico e crítico sobre as plataformas utilizadas. Da mesma forma, ferramentas dedicadas ao acompanhamento processual e controle de prazos, como a Tem Processo, ganham espaço ao modernizar o fluxo de trabalho operacional dos profissionais.
Reforma do Judiciário e modernização institucional
Além da automação, os debates na capital paulista abordaram a modernização da Justiça brasileira e os caminhos necessários para garantir celeridade sem comprometer as garantias fundamentais e o amplo acesso à jurisdição. Representantes do meio jurídico alertaram que qualquer reforma judiciária deve considerar a valorização das prerrogativas da classe e o equilíbrio entre magistratura, acusação e defesa.
O evento reforçou a urgência de capacitação permanente da classe frente aos novos contornos do direito digital. Ao unir tecnologia, ética aplicada e aprimoramento normativo, os participantes concluíram que a advocacia deve assumir papel ativo na modelagem de diretrizes que combinem inovação técnica e proteção ao Estado de Direito.
Com informações publicadas originalmente no site oabsp.org.br.